Novo Cenáculo

"Façamos a Novena. Não percamos Tempo!"

(Beata Elena Guerra)


“Necessitamos de um Novo Pentecostes”. Este é o grande clamor de Aparecida para a Igreja da América Latina!

Pentecostes é promessa de Deus, mas também, atitude de obediência por parte de Maria e os Apóstolos que perseveraram unânimes e concordes em oração por nove dias consecutivos no Cenáculo (cf. At 1,12-2,1)

A história de salvação está marcada por milhares de Pentecostes. Ele é mistério permanente e atual. Para cada novo dia temos direito a um novo Pentecostes!

A Novena que agora temos nas mãos é inédita e profética. Com ela, Elena Guerra, na força do Espírito Santo, convence o Papa Leão XIII da necessidade dos cristãos modernos retornarem ao Cenáculo.

Elena dizia: “Façamos a novena. Não percamos tempo. Quanto mais descuidarmos de recorrer ao Espírito Santo, tanto mais as potências do inferno se farão tremendas no mundo (...) Entre todas as devoções, não seria esta a melhor e mais santa?

Sem dúvida, o mundo que até hoje se descuidou e foi punido pelo espírito de satanás que tomou o lugar do esquecido Espírito Santo.

Cristãos, se quiserdes que o Espírito de Deus volte à terra e afaste o espírito de satanás, que nos faz tanto mal, voltai então Aquele divino Espírito. Fazei como os Apóstolos. O Espírito Santo tinha sido prometido pelo Salvador, mas o receberam só depois da devotíssima Novena do Cenáculo”

A Beata Elena preparou esta Novena em 1890, chamando-a de “O Novo Cenáculo”. Fez chegar as mãos do Papa Leão XIII em 1894. O Santo Padre, em dois documentos (1895 e 1902) dirigindo-se, sobretudo, aos Bispos e Sacerdotes, tornava obrigatório e com o valor perpétuo a ordem da celebração da Novena em preparação de Pentecostes nas Paróquias do mundo inteiro.

Que a Igreja do Brasil obedeça novamente esta ordem do Espírito para vivermos a graça de um Novo Pentecostes!


Pe Dudu.

Pedidos: Editora Cenáculo Universal ( editoraecu@hotmail.com)

Editora Cenáculo Universal

Oblatas do Cenáculo

 





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O Presbítero e a Vida Comum


Pe. Juan José Armendáriz Lerga

Reitor e docente do Seminário Missionário Arquidiocesano Redemptoris Mater de Brasília

Resumo

Discorre a respeito da comunhão eclesial como elemento basilar da espiritualidade do presbítero, em especial o sacerdote diocesano, apresentando sua gênese teológica e seus aspectos práticos no modus vivendi do ministro ordenado. Para isso analisa os principais documentos magisteriais pós-Concílio Vaticano II, em especial os emanados dos dicastérios, os do pontificado de Papa João Paulo II e de algumas conferências episcopais, além da legislação canônica em vigor.

Palavras-chave

Presbítero diocesano; Comunhão eclesial; Colégio presbiteral; Espiritualidade; Seminário diocesano

1 Um Novo Estilo de Vida Pastoral

A formação presbiteral na contemporaneidade tem sido vislumbrada pela Igreja como um dos elementos basilares na Nova Evangelização. Trata-se, evidentemente, de um fenômeno complexo que envolve uma gama variada de questões. A própria natureza do ministério ordenado exige, por parte das Igrejas locais, o estabelecimento de um programa formativo que contemple, além de uma sólida formação acadêmica, uma educação espiritual adequada e alicerçada no fomento ao espírito de comunhão e solidariedade eclesial. Em síntese, todo o ciclo formativo dos seminaristas e dos novos presbíteros deve ser amalgamado a partir destes dois aspectos que, de forma conjunta, permitam à Igreja atuar com ousadia frente às novas realidades sociais que se descortinam, exigindo, portanto, uma nova práxis por parte dos seus pastores. É nesse sentido que João Paulo II afirma:

Hoje, de modo particular, a prioritária tarefa pastoral da nova evangelização, que diz respeito a todo o Povo de Deus e postula um novo ardor, novos métodos e nova expressão para o anúncio e o testemunho do Evangelho, exige sacerdotes radical e integralmente imersos no mistério de Cristo e capazes de realizar um novo estilo de vida pastoral 1.


Aparece, pois, como desejo de João Paulo II e da Igreja, bem como resposta ao desafio da nova evangelização, um “novo estilo de vida”. Abordou-se com profusão a identidade do sacerdote diocesano, e às vezes, com certo complexo de inferioridade frente à identidade do sacerdote religioso que, frente ao carisma de seu instituto, aparenta ser detentor de um estilo de vida bem definido em suas Constituições e Regras de Vida.

Porém, os documentos da Igreja são claros e precisos a respeito da espiritualidade do sacerdote diocesano. Vamos nos deter, somente, em um aspecto, a saber: a vida em comum do presbítero diocesano.

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CARTA AOS SACERDOTES


Carta do Prefeito da Congregação para o Clero, Mons Mauro Piacenza


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de abril de 2012 (ZENIT.org) - Oferecemos o texto completo da carta dirigida aos sacerdotes pelo cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero e pelo secretário do dicastério, monsenhor Celso Morga Iruzubieta, arcebispo titular de Alba Marítima.

Caros Sacerdotes,

Na próxima solenidade do Sagrado Coração de Jesus (que será no dia 15 de junho de 2012) celebraremos, como de costume, a “ Jornada Mundial de Oração pela Santificação do Clero”.

A expressão da Escritura, «esta é a vontade de Deus: a vossa santificação !» (1Ts 4,3), mesmo que dirigida a todos os cristãos, refere -se de modo particular a nós, sacerdotes, que respondemos não apenas ao convite de “santificar -nos”, mas também àquele de nos tornarmos “ministros da santificação” para os nossos irmãos.

Em nosso caso, esta “vontade de Deus”, por assim dizer, redobrou -se, multiplicou-se ao infinito, e isto de tal modo que podemos e devemos obedecê -la em cada ação ministerial que levamos a cabo.

Este é o nosso magnífico destino: não podemos santificar-nos sem trabalhar pela santificação dos nossos irmãos, e não podemos trabalhar pela santificação dos nossos irmãos sem que primeiro tenhamos trabalhado e ainda trabalhemos em nossa própria santificação.

Introduzindo a Igreja no novo milênio, o Beato João Paulo II nos recordava a normalidade deste “ideal de perfeição”, que deve ser oferecido desde o início a todos: «Perguntar a um catecúmeno: “Queres receber o Batismo?” significa ao mesmo tempo perguntar-lhe: “Queres fazer-te santo?”» (Beato JOÃO PAULO II, Carta Apostólica Novo millennio ineunte, 6 de janeiro de 2001, n. 31.)


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Papa: "O sacerdote nunca pertence a si mesmo"


Bento XVI presidiu na manhã desta quinta-feira a Missa do Crisma, na Basílica de São Pedro, durante a qual consagrou os óleos dos catecúmenos, da unção dos enfermos e o do crisma. No primeiro evento do calendário da Páscoa, os cerca de 1600 cardeais, bispos, párocos romanos, sacerdotes diocesanos e religiosos renovaram suas promessas sacerdotais.

Inspirando-se na narração de João, o Papa introduziu sua homilia perguntando-se: “Somos realmente consagrados na realidade da nossa vida? Atuamos a partir de Deus e em comunhão com Jesus Cristo?”. E prosseguiu centrando-se na “situação algumas vezes dramática da Igreja de hoje” e citando de modo especial “um país europeu em que um grupo de sacerdotes publicou um apelo à desobediência”.

Bento XVI disse saber que este grupo pede que “sejam ignoradas algumas decisões definitivas do Magistério, como, por exemplo, a Ordenação das mulheres”, questão “a propósito da qual o Beato Papa João Paulo II declarou de maneira irrevogável que a Igreja não recebeu, da parte do Senhor, qualquer autorização para fazê-lo”. “Será a desobediência um caminho para renovar a Igreja?” – interrogou. 

Bento XVI chamou a atenção também para o problema do analfabetismo religioso típico dos nossos tempos: 

“Os elementos fundamentais da fé, que no passado toda e qualquer criança sabia, são cada vez menos conhecidos. Mas, para se poder viver e amar a nossa fé, para se poder amar a Deus e, consequentemente, tornar-se capaz de ouvi-lo corretamente, devemos saber aquilo que Deus nos disse; a nossa razão e o nosso coração devem ser tocados pela sua palavra”. “O Ano da Fé, a comemoração da abertura do Concílio Vaticano II há 50 anos, - prosseguiu o Papa – devem ser uma ocasião para anunciarmos a mensagem da fé com novo zelo e nova alegria”. 

Outro esclarecimento feito pelo Pontífice na homilia foi o fato que “em alguns ambientes, o termo «alma» é considerado como palavra proibida, porque exprimiria um dualismo entre corpo e alma, cometendo o erro de dividir o homem”. “Certamente – explicou – o homem é uma unidade, destinada com corpo e alma à eternidade. Mas isso não pode significar que já não temos uma alma, um princípio constitutivo que garante a unidade do homem durante a sua vida e para além da sua morte terrena”. 

“Como sacerdotes, preocupamo-nos naturalmente com o homem inteiro, incluindo as suas necessidades físicas: com os famintos, os doentes e os sem-abrigo; contudo, não nos preocupamos apenas com o corpo, mas também com as necessidades da alma do homem: com as pessoas que sofrem devido à violação do direito ou por um amor desfeito; com as pessoas que, relativamente à verdade, se encontram na escuridão; que sofrem por falta de verdade e de amor. Preocupamo-nos com a salvação dos homens em corpo e alma. E, enquanto sacerdotes de Jesus Cristo, o fazemos com zelo” – frisou.

Bento XVI terminou a homilia lembrando que “as pessoas não devem ter a sensação que após cumprir nosso horário de trabalho pertencemo-nos apenas a nós mesmos. Um sacerdote nunca pertence a si mesmo”. E pediu ao Senhor que “nos encha com a alegria da sua mensagem, a fim que possamos servir, com jubiloso zelo, a sua verdade e o seu amor”.

Rádio Vaticano

 
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MENSAGEM DE SUA SANTIDADE  PAPA BENTO XVI
PARA A QUARESMA DE 2012

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)

Irmãos e irmãs!

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.

Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.


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A IGREJA E A NOVA EVANGELIZAÇÃO

“A Igreja Católica não é um museu de arqueologia. Ela é como a antiga fonte do vilarejo que dá água às gerações do hoje, como a deu àquelas do passado”, Papa João XXIII. (13/12/1960).

Em 2012 é o ano Jubilar: nele se celebram 50 anos da abertura do maior acontecimento na História da Igreja Católica do século XX, o Concílio Ecumênico Vaticano II, inaugurado em 11/10/1962 pelo Papa João XXIII e encerrado em 08/12/1965 pelo Papa Paulo VI.

 

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